15/03 – Aprendendo a viver – Titicaca e as pessoas incríveis que vivem ao redor

“Não construí nada que me possam roubar.
Não há nada que eu possa perder.
Nada que eu possa tocar,
Nada que se possa vender.Eu que decidi viajar,
Eu que escolhi conhecer,
Nada tenho a deixar
Porque aprendi a viver”

Rola um texto na internet em que um jovem advogado encontrou as palavras acima num álbum de fotos de um senhor que havia morrido, o advogado ficou inconformado com as tão poucas posses financeiras do senhor, mas entendeu perfeitamente qual era seu motivo de existir: Viajar… Viver!!!
É interessante pensar sobre isso porque quem gosta sabe que nunca voltamos de uma viagem exatamente como partimos, pelo caminho há momentos de aprendizagem, riso, choro, encantamento e muita emoção, e sempre… sempre… “mais do que os lugares, são as pessoas que fazem cada km valer muito mais a pena”!!! Essa e uma frase manjada aqui no blog, sincera em todos os momentos, mas nunca com tanto sentimento quanto neste post.

Bem, vamos lá… 😉

Devido o bom atendimento que tivemos com a Fabulous em Cusco, contratamos o pacote turístico do Titicaca tbm com eles, afim de conhecer a “Isla de los Uros e Taquile”, e novamente tudo ocorreu perfeitamente :-)

O lago é lindo, simplesmente lindo, é muito legal ver algo tão grande com vida, bem diferente da “natureza” que estamos acostumados em São Paulo.

Nosso guia, o Alex, foi explicando durante o trajeto que o Titicaca é o lago navegável mais alto do mundo.

Na década de 70 foi fonte de muitas pesquisas, sendo produzidos dezenas de documentários a seu respeito. Uma espécie de planta muito comum por lá é a Totora, muito utilizada para a construção de embarcações e ilhas flutuantes dos Uros, que será nosso primeiro destino.

Os Uros são pessoas muito simples e extremamente receptivas que vivem em ilhas artificiais construídas e mantidas por eles mesmos. Dizem que viviam em terra, mas em épocas de guerras para fugir dos conflitos encontraram no lago uma fonte de refúgio e segurança.

Por serem pessoas tão simples, nos deram a dica de levar balas para as crianças. O Boni teve esse cuidado e foi uma festa quando começou a distribuir, e não foram só as crianças que vieram buscar.

Esse carinho foi incrivelmente retribuído pelas crianças que ficaram ao nosso redor o tempo todo.

Existe coisa mais linda que o sorriso de uma criança?

Enquanto todos os turistas  estavam em volta do guia para ouvir mais explicação, uma pequenininha que mal conseguia andar estava lutando para ficar em pé no meio da folhagem, quando dei a mão pra ela se sentiu segura pra andar pra todo lado, fofura demais *-*

 

 

 

A Dayse e o Victor são incríveis, carinhosos, inteligentes e super ativos.

E a AME-BR continuava presente sempre!!!!

O tempo todo a Dayse me pegava pela mão para levar a casa dela, ou para dar
volta na ilha toda, ou para ver o barco, ou para simplesmente conversar
mesmo, um doce de mocinha :-)

 

 

Até o momento de irmos embora as crianças continuavam conosco.

E como o Boni disse, elas devem ter sido feitas pra nos deixar com vontade de levar umas 3 ou 4 pra casa, só pode ser, irresistíveis!!!.

 

Uma coisa interessante é que a população não envelhece, isso pq por viverem no lago tem umidade demais e com isso a maioria dos adultos morrem por problemas respiratórios, os mortos enterram em terra mesmo.

Eles são bastante democráticos,  se reunem de tempos em tempos para escolher seu presidente. No caso da ilha que visitamos o presidente era o pai da Dayse mesmo, de 21 anos, e a mãe de 18 anos. É incrível isso que daqui a poucos anos caso volte pra lá talvez essa mocinha já será uma mãe de família tbm.

O próximo destino foi a Ilha de Taquile, mas durante o trajeto eu já não conseguia ficar na cabine, motociclista não resiste ao vento no rosto né rsrs

A ilha de Taquile chama a atenção pela beleza, é realmente um lugar incrível, mas com uma população super reservada e que não aproveita mto a visita dos turistas por lá.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A praça principal da Ilha

A principal característica dos homens de Taquile é o gorro e o cinturão que utilizam. O gorro é bordado por eles mesmo, se for solteiro tem duas cores e é trocado constantemente, assim mostra que é um homem dedicado, trabalhador e tem mais chances de conquistar uma esposa, se for casado tem apenas uma cor. O cinturão que utilizam tem uma parte dura em que protegia em guerras a coluna e uma parte colorida revestida que deve ser um presente da mãe ou da esposa.

Tudo o que fazem é com base na natureza, utilizando ervas, como detergente natural para lavar lã, amassam a erva e misturam com água, jeito simples de aproveitar a natureza e valorizar onde vivem, não destruindo em nada.

Nosso almoço foi na casa de uma família típica mesmo, muito bom, trucha frita é demais!!!

 

E o lugar… a cada passo se revelava mais e mais lindo!!!

 

 

A perna pedindo arrego rsrsrs

 

Este dia foi mais do que um passeio, super simples… mas tão especial e com tanta ternura que se tornou perfeito.

Aprender com pessoas simples nos faz ver como somos privilegiados em tudo que temos, o conhecimento e o carinho é de uma riqueza sem igual, e isso sim é o que importa.

Ao voltar para Puno fomos atrás de um retrovisor para a Layla, rodamos… rodamos… mas nada de achar, mas o passeio serviu pra algo bom rsrs descobrimos uma padaria ótima, fica a dica para os próximos viajantes 😉

No dia seguinte partimos para a Bolívia, mas agora vendo a vida de forma diferente, muito mais especial 😉
Bora lá o/

9 comentários sobre “15/03 – Aprendendo a viver – Titicaca e as pessoas incríveis que vivem ao redor

  1. Anônimo

    Show!!!! Bom ler o relato de quem sabe viajar. Dá para sentir o "sabor" da viagem. Parabéns (pela 100a. vez..rs)

    Abraço,

    haendel

    1. Noellen

      Oi Toni, obrigada por ter acompanhado, a viagem vale muito a pena, recomendo 😉

      Olhei no facebook e não achei seu roteiro, mas de qq forma precisando de qq dica estou à disposição.

      Bjs, vlw

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