23 à 24/07 – Chapada Diamantina

Foi só um dia para conhecer um pouquinho daquela riqueza, mas chego à conclusão que a Chapada Diamantina é realmente um paraíso. Observamos a sua beleza na estrada, nas cachoeiras… ou no centro das cidadezinhas que mantém a tradição de acolhedora… e incrivelmente bela!!! Ao mesmo tempo que se surpreende porque logo começa a ver seca, logo se deslumbra com tamanha natureza *-*

Mesmo tendo rodado mais de 700 km no dia anterior, e ainda estarmos ansiosos para chegar em Brasília, a Chapada Diamantina não poderia passar despercebida, e não passou, reservamos um dia para conhecer Lençóis, e como é encantador.

Apenas 130 km separam Itaberaba de Lençóis, então a viagem foi tranquila e tiramos a segunda feira para descansar e relaxar, e como foi bom !!! Pelo caminho já percebíamos que o que nos esperava seria surpreendente.

Uma cidade pequenininha, com casas tradicionais e dezenas de atrativos, Lençóis é uma cidade encantadora *-* não tem como não se apaixonar *-* E eu que gosto de cidade pequena então … foi o máximo !!!

Ficamos num hotel relativamente simples, mas agradável… com piscina, ar condicionado e tudo mais hehe tem hora que um pouquinho de conforto é bom né 😀

Quase no meio da cidade encontramos uma cachoeira linda, com espaços que pareciam piscinas naturais…no meio das pedras…

Cavalo de Ferro marcando presença o/

Só uma curiosidade: Um monte de gente – claro, depois de me chamar de louca – fica perguntando como eu fazia com as roupas, calçados… Bem, o jeito é se virar como pode, e sempre que possível eu lavava as peças, levei sabão e tudo, claro que não ficava tããããooo perfeito, mas ficaram cheirosinhas sim 😛 rsrs

A prova aí: Lavei roupa em Prado, Itabuna, Aracajú, Itaberaba e o restante lá em Lençóis, que com o calor que estava secaram rapidinho hehe Peguei um dos elásticos da moto e fiz de varal, na aranha pendurava peças menores … e assim vai indo :-$

A noite também foi o máximo, encontramos outros motociclistas … resultado? Altos papos e muita diversão o/

Esse cara figura abaixo ficava me chamando de “Menina Mal Criada”, só porque deixei minha família em casa e saí viajando por aí 😛 mas é o contrário, por eu ser “Bem Criada” é que minha família tem a confiança de me apoiar numa empreitada dessa 😉

Outro me chamava de “Sem Juízo”… poww estavam acabando com minha reputação 😛

Um prazer enorme conhecer o pessoal do MotoClube Pegadas no Asfalto e dos outros MC’s, os créditos de algumas fotos são deles hein 😉 extremamente amáveis e animados o/

E alguns falavam … “Corajosa hein… Tira foto aqui com a paulista” rsrs foi o máximo, prazer enorme meeesssmooo !!!

Na terça de manhã pegamos o rumo novamente, abastecemos em Lençóis e partimos. Havíamos combinado com um pessoal que iríamos viajar juntos, mas quem disse que eles saíram da cama? Um caso sério… 😛

A Serra saindo das Chapadas também é encantadora…

Logo começamos a perceber que estávamos realmente próximos ao Sertão, é muito interessante o ambiente de caatinga, e é realmente quente, muito quente!! E seco.

Umas retas intermináveis, rodava 100.. 200 km e nada, as vezes passávamos por uns vilarejos muito simples, mas só. E tudo seco, por todos os lados…

Depois de um bom tempo rodando, acabamos encontrando o pessoal da noite anterior, bom pra revigorar o corpo e a mente, galera animada como sempre o/

E foram tão gentis preocupados comigo… a minha moto começou a apresentar problemas, o conduíte de óleo havia rachado, mas até então achávamos que era no parafuso, estava vazando muito óleo, mas como tinham colocado em excesso, até serviu pra chegar numa oficina. A moto ficou toda suja, óleo pra todo lado =/

E da pra ver nitidamente que estava realmente muito calor, o sol era muito forte, a ponto de ter que abrir a jaqueta, e mesmo com o vento a 120 km ainda assim não refrescava … a minha diferença de cor é nítida com as fotos do dia anterior kkkk

Em Barreiras BA não teve jeito, até entramos no bonde do pessoal e os acompanhamos por um pedaço, mas a minha moto realmente estava com problemas, ao parar pra abastecer o Heberte falou que não tinha mais jeito, tínhamos que achar uma oficina, e isso era por volta de 16 hs. Achamos uma autorizada da Mobil, e o cara detectou o problema na peça. Esse tipo de peça provavelmente não acharíamos nem na autorizada da Yamaha, mas felizmente tinha uma oficina de solda por lá. O Heberte cuidou de tudo pra mim, pra eu não ser ludibriada né… e logo tudo se resolveu. Peça soldada, óleo trocado … e logo finalmente a moto em ordem para voltar pra estrada, sei que essas coisas acontecem … mas pena que agora não posso mais falar que minha moto nunca deu problema em viagens :-(

Bem, nesse tempo já estava anoitecendo, nosso plano era chegar em Luis Eduardo Magalhães pra pernoitar, e como tínhamos a informação que a pista era boa, enfrentamos a noite mesmo. Realmente não tinha buracos e deu pra ir tranquilos, mas não escapei de um susto enorme. O Heberte estava na frente e simplesmente viu um pneu escapar de um caminhão e parar na pista, ele viu a tempo de desviar… mas eu não!!! Só ví ele jogando a moto pro lado e tentei fazer isso também o máximo possível, mas de alguma forma – e jamais vou tentar fazer isso de novo rsrs – mesmo com a moto lotada, passei por cima do pneu, sinceramente não sei como, mas só segurei forte e senti a pancada. Por sinal, percebi que era um pneu só quando estava em cima, pois parecia um buraco naquela escuridão, e já estava me imaginando no chão =/ O Heberte também, pouco depois parou no acostamento para vermos se estava tudo bem com a roda, ele também me imaginou no chão… mas graças a Deus não aconteceu nada, foi só o susto mesmo, mas essa é uma das desvantagens de viajar a noite, é bom sempre evitar. Sempre!!!

Maass chegamos sãos e salvos na cidade, e por sinal, fomos ajudados uma segunda vez, encontramos um motociclista e pedimos indicação de Hotel. Ele gentilmente nos levou até o hotel, deu um monte de dicas, fugiu totalmente do caminho dele para nos auxiliar. Mesmo sem nunca termos nos visto antes … sabemos que é uma irmandade mesmo !!!

Achei a cidade de Luis Eduardo Magalhães muito interessante. É relativamente pequena mas muito rica, com certeza ótima para investimentos, e tudo plaino … muito legal. E aí vemos jovens que nem devem saber o que é trabalhar com aqueles carrões super chiques… Qualquer refeição um absurdo de caro… Mas o mais engraçado foi um garoto que estava pedindo dinheiro, aí chegou em mim e falou: “Moça, me dá cinco reais?” – Tem pedintes que andam acompanhando a inflação viu … e eu não tinha nenhum centavo kkkk meu dinheiro tinha acabado e não tinha conseguido achar um banco Itaú pra sacar, felizmente o Heberte e a Nástia me ajudaram até nisso… foram realmente incríveis, mas aprendi a nunca mais deixar para sacar na outra cidade … e nem depois das 22 hs porque os caixas podem não funcionar ¬¬’

Até aqui, no retorno, contando desde Maceió, já tinham se passado quase 1500 km’s o/

E lá vamos nós, na quarta feira de manhã para a estrada novamente, dessa vez faltando uns 300 km apenas para chegar em Brasília. Num posto perto da divisa entre BA e GO, eis que encontramos rostos familiares 😀 o cara do “Mal Criada” e o do “Sem Juízo”  😛 rsrs umas figuras…

Ainda nos encontramos para mais umas fotos … uma pena que lá em Brasília acabei não os vendo mais, boas recordações !!!

A mesma estrada que une… é a mesma que separa, mas com certeza logo nos encontraremos nas curvas da vida !!!

Fazendo um balanço, quanta coisa em tão poucos dias, do Litoral ao Sertão … Sozinha … acompanhada … sozinha …. acompanhada … revigorada !!! Tantos sorrisos e descobertas … melhor impossível !!!

E claro, mais do que conhecer lugares incríveis, são as pessoas que valem a pena, e lembro de todos com um carinho enorme 😀 torço para que estejam bem, e com muitos km’s pela frente ainda 😉

Mas vamos que vamos porque logo logo são as fotos do MotoCapital o/

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